Torre Pellice (Turim), (NEV/Riforma.it), 21 de agosto de 2022 ā Se as migraƧƵes forƧadas sĆ£o uma das grandes emergĆŖncias de nosso tempo, com centenas de milhƵes de pessoas forƧadas a abandonar suas casas e embarcar em uma longa odissĆ©ia que o soma-se a violaĆ§Ć£o dos direitos mais elementares da pessoa, a mulher nesse processo Ć© uma categoria ainda mais exposta ao risco: de maus-tratos, fĆsicos e psicolĆ³gicos, violĆŖncia, preconceitos.
agora em #sinodovaldese encontro #FDEI sobre #mulheres E #migraƧƵescom nossas coordenadoras Marta Bernardini e Loretta Malan @DiaconiaValdese. Para acompanhar o trabalho de #sĆnodo @nev_it @Riforma_it @ValdeseChiesa @rbe_radio_tv @8x1000Waldensian @Confronti_CNT pic.twitter.com/eZ0yiUcdHV
ā EsperanƧa do MediterrĆ¢neo (@Medohope_FCEI) 20 de agosto de 2022
Ao mesmo tempo, sua forƧa e tenacidade na busca de um objetivo muitas vezes fazem deles um modelo que derruba nossos clichĆŖs, nossos preconceitos.
Portanto, dedicar a presidĆŖncia da FederaĆ§Ć£o das Mulheres EvangĆ©licas da ItĆ”lia ao tema "Mulheres e MigraĆ§Ć£o: Juntas Portadoras de Valores Universais, SimbĆ³licos e Culturais InalienĆ”veis" parece ser uma escolha extremamente oportuna. As prĆ³prias igrejas crescem e se enriquecem com a contribuiĆ§Ć£o de muitas pessoas, muitas mulheres, que de outros paĆses decidem continuar seu projeto de vida e entre as vĆ”rias contribuiƧƵes que trazem para nossa sociedade estĆ” tambĆ©m a de hibridizar, inovar e renovar o culto e formas de viver a fĆ© e a Igreja.
A Galeria de Arte CĆvica dedicada a Filippo Scroppo em Torre Pellice (To) estava lotada ontem Ć tarde, sinal da grande vontade de nos encontrarmos novamente apĆ³s mais de dois anos de distĆ¢ncias forƧadas, para nos ouvirmos, conversarmos, discutirmos.
Duas mulheres lideram dois dos projetos mais importantes que as igrejas evangĆ©licas italianas estruturaram nos Ćŗltimos anos em torno do grande tema da migraĆ§Ć£o: da ajuda alĆ©m do MediterrĆ¢neo Ć acolhida em nosso paĆs e Ć construĆ§Ć£o de novos projetos de vida.
Loretta Malan, diretora do ServiƧo ao Migrante do CSD, a Diaconia Valdense, braƧo social da Igreja Valdense, destacou o quĆ£o apropriado Ć© o tĆtulo da conferĆŖncia, justamente "pela grande e variada contribuiĆ§Ć£o que mulheres de todos os cantos do mundo trazem ao nosso mundo. Ao mesmo tempo, somos nĆ³s que devemos compreender quantas culturas diferentes nos encontramos perante diferenƧas que requerem respostas moduladas, certamente nĆ£o homologadas, num processo contĆnuo de aprendizagem e enriquecimentoā. Malan relembrou as vĆ”rias ondas migratĆ³rias dos anos 1970 (Filipinas, IndonĆ©sia) atĆ© hoje (Ćfrica, Oriente MĆ©dio, mas nĆ£o sĆ³), cada uma delas trazendo diferentes desafios e valores.
Atualmente sĆ£o acolhidas 700 pessoas nos diversos projetos da Diaconia Valdense, 30% mulheres. Cada um com sua prĆ³pria histĆ³ria, todos aparentemente semelhantes, mas na realidade profundamente diferentes. E Ć© justamente da escuta, sublinhou Malan, que devemos partir. āAs mulheres empreendem jornadas trĆ”gicas porque sĆ£o vĆtimas de violĆŖncia, porque elas ou seus filhos estĆ£o doentes e precisam de cuidados, para estudar e por muitos outros motivos. Nossa tarefa Ć© tambĆ©m nos questionar, interceptar suas necessidades e entender que cada um tem seu prĆ³prio projeto de vida. A escuta dos porcos Ć© o primeiro ato pelo qual eles recuperam uma singularidade, uma dignidadeā.
marta bernardini em vez disso, coordena o programa EsperanƧa do MediterrĆ¢neo da FederaĆ§Ć£o das Igrejas EvangĆ©licas da ItĆ”lia, conhecida sobretudo pelo projeto inovador dos "Corredores HumanitĆ”rios" que trouxeram vĆ”rios milhares de pessoas Ć seguranƧa na ItĆ”lia, fugindo de suas prĆ³prias naƧƵes atormentadas. Seus longos anos de serviƧo na linha de frente, na ilha de Lampedusa, tambĆ©m serviram para entender quantos preconceitos todos nĆ³s, quer queira quer nĆ£o, carregamos quando nos aproximamos de uma pessoa, uma mulher em particular, que de alguma forma descende de uma barcaƧa. āDescolonizar nosso olhar e considerar que nossas aƧƵes muitas vezes estĆ£o ligadas a uma imagem nĆ£o neutra que temos do outroā, comentou Bernardini. āQuando conseguimos sair dos estereĆ³tipos da mulher vitimizada ou da esperta manobrista, entĆ£o encontramos acontecimentos individuais, entendemos necessidades e urgĆŖncias, projetos de vida. O Ćsquio de julgar estĆ” sempre Ć espreita, mas nĆ³s operadores temos que dar um passo atrĆ”s diante das expectativas daqueles que literalmente sofreram um inferno para chegar na nossa frente. ComeƧando de baixo porque mesmo na ItĆ”lia ainda hĆ” muitos direitos negados aos migrantes, e Ć s mulheres em particularā.
A mĆŗsica e os cantos sobre as migraƧƵes de ontem e de hoje em que o Grupo de Teatro Angrogna imergiu o pĆŗblico foi o digno encerramento do encontro, para lembrar sempre quantos italianos migraram e quantos o fazem ainda hoje.
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