Gestação para outros, Sínodo Valdense: não à criminalização

Gestação para outros, Sínodo Valdense: não à criminalização

Foto de Pietro Romeo/Reforma

Torre Pellice (NEV), 25 de agosto de 2023 – A gestação para os outros e os direitos das crianças entre os temas do Sínodo Valdense, que se encerra hoje em Torre Pellice. Hoje, sexta-feira, 25 de agosto, a sala sinodal aprovou uma agenda na qual se expressa grande preocupação com as políticas que negam os direitos dos meninos e meninas já nascidos.

Na ordem do dia, os signatários e deputados do Sínodo dizem não à criminalização de qualquer forma de gestação alheia, condenando as normas que definem o GPA como crime universal.

A respeito destas questões, foi elaborado um documento pela Comissão para os problemas éticos colocados pela ciência (uma comissão ad hoc das igrejas batista, metodista e valdense, composta por teólogos, médicos e cientistas), que agora será examinado e examinado das igrejas locais.

“Esperamos que sempre haja maior conhecimento e discussão ética nas comunidades – declarou Ilenya Gosspastora e coordenadora da Comissão – para ir além dos estereótipos e dos riscos da idealização da maternidade, cujo impacto final também é representado por expressões desvalorizadoras como “útero de aluguel”.

O quadro de referência é um documento das igrejas já aprovado pelo Sínodo Valdense em 2017, dedicado às muitas formas possíveis de família. Durante anos, de facto, as igrejas protestantes têm apoiado as famílias arco-íris, em nome do acolhimento e da serenidade de todos, começando pelas meninas e meninos.


Para mais informações: a conferência de imprensa final do Sínodo será realizada esta tarde, ao vivo em www.rbe.it e reform.it.

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E o futuro? “Me vejo com um projeto pequeno, com uma família, com filhos, e gostaria de ajudar quem precisa. Para mim, o importante é a paz”. Projetos futuros são difíceis de imaginar, a migração, aliás a Líbia, parece cancelá-los, se é que algum dia existiram. Acontece que o único sonho é sobreviver. Ou escapar daquele inferno, ou ambos. E memórias, mesmo essas, são difíceis de verbalizar. Ta'ah Ali Mohammed tem 21 anos, nasceu no Sudão, e do seu país natal diz “não houve nada, só problemas. Fui para a Líbia com 14 anos, sozinho, fui de um inferno a outro. Eu estive na Líbia por 4 anos, a "mínima coisa" que pode acontecer com você lá é a prisão. A Líbia é pior que a máfia”, diz ele. Ele tem sérios problemas de saúde, enfrenta uma longa jornada de atendimento médico, com terapias complexas e alguns problemas insolúveis, essencialmente. 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