Mesa Inter-religiosa de Roma.  Concurso para um “quarto de silĂȘncio” no hospital

Mesa Inter-religiosa de Roma. Concurso para um “quarto de silĂȘncio” no hospital

Roma (NEV), 13 de julho de 2017 – AtĂ© 10 de outubro de 2018, hĂĄ tempo para enviar solicitaçÔes para a criação de espaços de meditação, silĂȘncio e oração abertos a todas as religiĂ”es nos hospitais San Filippo Neri e Santo Spirito de Roma.

O concurso, em parceria com a Mesa Inter-religiosa de Roma, que hå vinte anos se empenha em difundir uma abordagem multicultural e inter-religiosa, conta com a colaboração da Ordem dos Arquitetos de Roma e da Província.

“A iniciativa surge no seguimento da particular atenção que a ASL Roma 1 dedica Ă  humanização dos cuidados hospitalares, e Ă  participação das associaçÔes de voluntariado e confissĂ”es religiosas na melhoria do acolhimento e respeito pelos direitos das pessoas”, lĂȘ-se no comunicado ontem divulgado.

A participação no concurso estå reservada a arquitetos e engenheiros da União Europeia, incluindo juniores, devidamente inscritos nos respetivos registos profissionais.

A Mesa Inter-religiosa de Roma foi estabelecida em 2001 com um memorando de entendimento entre a Coordenação das Igrejas Valdenses, Metodistas, Batistas, Luteranas e Sanitårias de Roma juntamente com a Prefeitura de Roma, a comunidade judaica de Roma, o Centro Cultural Islùmico da Itålia , Fundação Maitreya da União Budista Italiana, da União Hindu Italiana e da comunidade Ortodoxa Romena.

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Basel 1989, um testemunho – Nev

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Marica das trĂȘs naçÔes, a partida no Lungo Reno Roma (NEV), 15 de maio de 2019 – Eu estava lĂĄ em Basel. Digo isso com orgulho porque foi talvez o Ășnico caso em que participei de um evento que pode ser definido como um marco do movimento ecumĂȘnico europeu. O fato Ă© que toda a Faculdade de Teologia Valdense - pouco mais de vinte pessoas ao todo - esteve presente na Primeira AssemblĂ©ia EcumĂȘnica EuropĂ©ia - realizada de 15 a 21 de maio de 1989 na cidade suíça - juntamente com uma numerosa delegação das igrejas protestantes da ItĂĄlia. Uma caracterĂ­stica da vida de estudante, como eu era na Ă©poca, Ă© a inconsciĂȘncia. Levei alguns anos para entender a importĂąncia daquele evento e o quanto ele influenciou minha consciĂȘncia ecumĂȘnica; e tambĂ©m perceber a sorte que tive por estudar naquela pequena universidade que Ă© a Waldensian Faculty, capaz de oferecer as mais variadas experiĂȘncias europeias, graças ao carinho e ajuda de muitas igrejas irmĂŁs – no caso de Basileia, presumo, de as igrejas suíças. Guardei o Guia da assemblĂ©ia, um volume de 300 pĂĄginas, que me peguei folheando esses dias. Abriu com saudaçÔes dos organizadores Jean FishersecretĂĄrio-geral da ConferĂȘncia das Igrejas Europeias e da Ivo Furer, secretĂĄrio geral da ComissĂŁo das ConferĂȘncias Episcopais da Europa (CCEE). Encontro regional do processo conciliar mundial "Justiça, Paz e Integridade da Criação", a Assembleia, explicaram, "propĂ”e a busca de uma resposta da fĂ© cristĂŁ Ă  crise global que ameaça a sobrevivĂȘncia da humanidade e da natureza". Foi a primeira vez que a questĂŁo ambiental teve tanto espaço e foi tematizada em profundidade pelas igrejas europĂ©ias – catĂłlica, ortodoxa e protestante, nenhuma excluĂ­da. Alguns anos antes, em 1986, ocorrera a tragĂ©dia de Chernobyl; mas talvez nem todos se lembrem que poucos meses depois do acidente nuclear, no mesmo ano, em Basel um incĂȘndio nas fĂĄbricas da Sandoz provocou a liberação de materiais quĂ­micos que fizeram o Reno ficar vermelho e provocaram a morte de peixes: um desastre ambiental na coração da Europa, tanto que alguns falavam de um Cherno-BĂąle (do nome francĂȘs Basel). Marcha das trĂȘs naçÔes Em Basel, mesmo um estudante desavisado como eu podia respirar a força das mudanças iminentes. VocĂȘ podia ouvi-lo da voz de Frank Chicane, secretĂĄrio-geral do Conselho de Igrejas da África do Sul, que falou sobre como derrubar o apartheid por meios nĂŁo violentos; nos testemunhos da Sociedade de Amigos, os Quakers, sobre seu trabalho de pacificação na Irlanda do Norte. Sentia-se soprar o vento da paz e da nĂŁo-violĂȘncia que, poucos meses depois, derrubaria o Muro de Berlim, concretizando as esperanças e a razĂŁo de ser da ConferĂȘncia das Igrejas europeias, nascida precisamente para construir pontes entre o Oriente e o oeste do continente. A esperança de uma Europa sem fronteiras e sem muros foi celebrada pela Marcha das trĂȘs naçÔes que aproveitaram a particular posição geogrĂĄfica, que sempre correspondeu a uma atitude cultural de abertura, da cidade de Basileia, fronteiriça tanto com a França como com com a Alemanha. Milhares de pessoas – incluindo Mons. Carlos Maria Martinipresidente da CCEE – atravessou as trĂȘs fronteiras sem apresentar documentos, passando da Suíça para a França, da França para a Alemanha e de volta Ă  Suíça. Nas pĂĄginas em branco do Guia da Assembleia, encontrei anotadas as consultas a que compareci. Menciono apenas dois: o discurso em plenĂĄrio de Aruna GnanadasonsecretĂĄrio do Conselho Nacional de Igrejas da Índia, que mostrou como o tema da paz, da justiça e da integridade da criação nĂŁo fazia sentido sem uma palavra que vinha do sul do mundo e, consequentemente, de um ato de confissĂŁo de pecado do continente europeu para a exploração de outros continentes. A Frauen Boot no Reno E depois o colorido e aberto programa do "Frauen Boot", o "Navio das Mulheres" ancorado nas margens do Reno: "um ponto de encontro para todos - mulheres e homens, velhos e jovens - para discutir temas de particular interesse feminino" . Foi minha abordagem um pouco mais profunda, embora experimental, do pensamento teolĂłgico feminista. Basel 1989 foi o primeiro encontro continental a exaltar a liberdade do povo cristĂŁo, que era precisamente gente e nĂŁo rebanho, e tambĂ©m lançou as bases para os temas que ainda hoje debatemos - das questĂ”es de gĂȘnero ao comĂ©rcio de armas, das energias renovĂĄveis a um novo paradigma econĂŽmico, atĂ© mesmo o impacto social das novas tecnologias - talvez com exceção apenas das migraçÔes cuja tematização nĂŁo me lembro (nem a tracei no Guia). A diferença Ă© que na Ă©poca essas questĂ”es eram abordadas na onda da esperança de grandes mudanças – assim, eu me lembro, ele se expressou Carl Friedrich von WeizsĂ€cker na plenĂĄria final – enquanto hoje a Europa estĂĄ coberta pelo manto de uma tempestade ameaçadora criada por medos, reais e induzidos, que o movimento ecumĂȘnico – cansado em relação a 1989, mas nĂŁo sem energia – tem a tarefa de dissipar. Marcha das trĂȘs naçÔes, travessia da fronteira alemĂŁ O MĂŒnster de Basileia A procissĂŁo de abertura da Assembleia ...

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Igrejas inclusivas para novas mulheres e novos homens

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Roma (NEV), 23 de junho de 2023 – AtĂ© 30 de junho, vocĂȘ pode se inscrever para a prĂłxima SessĂŁo de VerĂŁo de Formação EcumĂȘnica do Secretariado de Atividades EcumĂȘnicas (SAE). Agora em sua 59ÂȘ edição, serĂĄ realizada no Domus Pacis em Assis, começando com o jantar no domingo, 23 de julho, e continuando atĂ© o almoço no sĂĄbado, 29 de julho. O tĂ­tulo escolhido para esta nomeação Ă© "Igrejas inclusivas para novas mulheres e novos homens". O verso que acompanha a SessĂŁo Ă©: “edificados juntos para serem morada de Deus” (Ef 2, 22). Como no passado, a SAE envolve cristĂŁos das denominaçÔes adventista, anglicana, batista, catĂłlica, metodista, ortodoxa, reformada e valdense, mas nĂŁo sĂł. AliĂĄs, o programa inclui tambĂ©m momentos de diĂĄlogo inter-religioso, com expoentes do judaĂ­smo e do islamismo. HĂĄ tambĂ©m oficinas e atividades para crianças e adolescentes. Entre os temas: a questĂŁo bĂ­blico-teolĂłgica com particular referĂȘncia Ă s teĂłlogas, especialmente protestantes e catĂłlicas; a questĂŁo da ministerialidade; questĂ”es relacionadas ao gĂȘnero, que incluem tambĂ©m a discriminação, o modelo de masculinidade, a ideia de famĂ­lia e famĂ­lias. Leia o programa completo. SĂŁo muitas as presenças protestantes, como a do pĂĄroco Luca BarattoSecretĂĄrio Executivo da Federação das Igrejas EvangĂ©licas da ItĂĄlia (FCEI), que nesta SessĂŁo participa do Grupo de Oração e Animação Liturgica junto com Alessandro Martinelli, Margarida Bertinat e Elda Possamai. A SAE Ă© uma associação leiga e interconfessional que dĂĄ continuidade Ă  atividade de diĂĄlogo e formação ecumĂȘnica promovida pela Maria Vingiani em Veneza a partir de 1947. Em seguida, desenvolvida em Roma - privadamente desde 1959 (no anĂșncio do ConcĂ­lio EcumĂȘnico Vaticano II) e publicamente desde 1964 - a atividade continuou ao longo dos anos e, desde 1964, viu a organização de numerosas SessĂ”es de formação ecumĂȘnica, cujas Atas sĂŁo publicadas. Cada sessĂŁo, escreve a SAE, «estĂĄ centrada num tema especĂ­fico, divide-se em meditaçÔes bĂ­blicas, relatĂłrios gerais, grupos de estudo e celebraçÔes litĂșrgicas». A SAE tambĂ©m foi uma das promotoras do dia para o judaĂ­smo (1989) e do documento para casamentos inter-religiosos entre catĂłlicos e valdenses-metodistas (1998). Desde setembro de 2021 Ă© presidida pelo pregador local Erica Sfreddao primeiro presidente evangĂ©lico da associação, que tomou posse oficialmente em janeiro de 2022. Para mais informaçÔes, ouça a entrevista com Erica Sfredda na RĂĄdio Beckwith (RBE): InscriçÔes e informaçÔes no site www.saenotizie.it. ...

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Escuta, diagnĂłstico e tratamento

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Imagem retirada do flyer do curso "Escuta, diagnĂłstico e tratamento" com o pĂĄroco valdense Sergio Manna, organizado e promovido em colaboração com o Conselho das Igrejas EvangĂ©licas do territĂłrio romano - maio de 2023 Roma (NEV), 18 de maio de 2023 – Acaba de terminar em Roma o curso “Escuta, diagnĂłstico e tratamento” com o pastor valdense SĂ©rgio ManĂĄ. Especialista em "Educação pastoral clĂ­nica" (CPE), Manna Ă© capelĂŁo clĂ­nico e supervisor certificado no Faculdade de SupervisĂŁo Pastoral e Psicoterapia. O curso, que decorreu nas instalaçÔes da igreja valdense na via IV novembro - a mais antiga da capital, fundada apĂłs o rompimento da Porta Pia - foi organizado e promovido em colaboração com o Conselho das Igrejas EvangĂ©licas do territĂłrio romano. “É um mĂłdulo de trĂȘs dias que venho propondo hĂĄ vĂĄrios anos – explica Sergio Manna -. Existem cursos no hospital, obrigatĂłrios para os nossos alunos de teologia (os pertencentes ao CPE), mas hĂĄ algum tempo surgiu a necessidade de organizar cursos dirigidos aos leigos das comunidades, a pessoas que tenham a intenção de realizar um trabalho voluntĂĄrio serviço, aos chamados visitantes locais, aos diĂĄconos... Pensemos, por exemplo, nos ConsistĂłrios. Outrora, na visĂŁo reformada, o ConsistĂłrio era imaginado mais do que um ĂłrgĂŁo administrativo como um colĂ©gio de anciĂŁos e anciĂŁs com a função de cuidar da comunidade. Um papel que ainda hoje pode e deve ser valorizado”. O curso decorre cerca das 9h Ă s 17h, com intervalo para almoço, durante trĂȘs dias. Isso Ă© treinamento bĂĄsico. Primeiro dia: o que Ă© ouvir? O primeiro dia Ă© inteiramente dedicado ao tema da escuta. “O que Ă© a escuta empĂĄtica? Como as palavras e emoçÔes nos ajudam a entender e reconhecer o que a pessoa estĂĄ vivenciando? O primeiro passo Ă© simplesmente ouvir. Depois, a gente se aprofunda no assunto para entender como aprender a arte de curar”, diz o pastor. Por exemplo, trabalhamos em verbatim. Uma espĂ©cie de transcrição anĂŽnima, em forma de linguagem direta e com total respeito Ă  privacidade das pessoas envolvidas, de uma visita pastoral efetivamente realizada. A situação Ă© relida, reproduzida, analisada. “Proponho 7 casos – diz Sergio Manna -. Em cada um deles, hĂĄ uma pessoa dizendo uma determinada frase. Portanto, convido vocĂȘ a discutir o que essa pessoa estĂĄ dizendo e sentindo, trabalhamos cada palavra, tentando parafrasear e devolver o conteĂșdo emocional. A segunda parte do exercĂ­cio consiste em escolher, com base na sua prĂłpria interpretação, o que pode dizer Ă  pessoa em questĂŁo. Proponho respostas possĂ­veis, que sĂŁo muitas. Se nenhuma das frases for convincente, peço que outras sejam propostas”. Pontualmente, Manna nos conta novamente, “acontece que quem participa do curso se identifica com a situação em questĂŁo e responde com base no que sente, ao invĂ©s de reconhecer as emoçÔes e palavras da pessoa cujas necessidades estamos analisando” . Um caso clĂĄssico Ă© o de uma pessoa que fica zangada porque os filhos nĂŁo a visitam. Quando perguntado: "Como essa pessoa se sente?" alguns respondem: “ele se sente culpado”. NĂŁo, diz Manna, “essa pessoa estĂĄ com raiva. É uma emoção mais difĂ­cil de administrar e reconhecer, mas na verdade Ă© raiva. Devemos entender que a raiva Ă© uma das emoçÔes bĂĄsicas dos seres humanos e devemos tentar descobrir o que fazer com ela. Tenha raiva e nĂŁo peque, diz o apĂłstolo Paulo, como que para nos lembrar que essa emoção nĂŁo deve ser reprimida, mas controlada”. Segundo dia: diagnĂłstico pastoral e espiritual O segundo dia de formação centra-se no tema do diagnĂłstico: “Todo mundo fala de pastoral e de cuidado espiritual, mas quase ninguĂ©m fala de diagnĂłstico, pastoral ou espiritual. Eu trabalho neste conceito porque Ă© uma coisa muito importante. Tudo bem se um mĂ©dico nos desse uma cura sem fazer um diagnĂłstico? NĂŁo. A mesma coisa vale no cuidado das almas”, afirma o pĂĄroco. SĂŁo referidos dois modelos, um dos quais desenvolvido pela psicĂłloga Paul Willem Pruyser em meados dos anos 70. Pruyser, autor entre outras coisas do livro “O ministro como diagnosticador”, fala de pastores e sacerdotes em um “novo cativeiro babilĂŽnico”, retomando a linguagem de Lutero. “O risco Ă© de imitar as lĂ­nguas. Algumas variĂĄveis ​​tĂȘm como conotação termos que derivam da espiritualidade, com origem bem mais antiga que o nascimento da psicanĂĄlise e da psiquiatria – argumenta Manna -. Alguns psiquiatras tratam a questĂŁo da fĂ© como se pertencesse a uma patologia. Em um registro mĂ©dico de um paciente que pode ter revelado sua fĂ©, observou-se que este paciente tinha 'a estranha fantasia' de que Jesus era seu 'salvador pessoal'. Os psiquiatras subestimam a contribuição positiva da fĂ© no processo de cura, assim como os capelĂŁes Ă s vezes nĂŁo levam suficientemente a sĂ©rio os aspectos psicolĂłgicos". Outro elemento importante do curso Ă© representado pela anĂĄlise das ferramentas de cuidado. Ferramentas de cuidado que sĂŁo “nossas e dos pacientes – especifica o pĂĄroco -. Recursos espirituais, oraçÔes, leituras, escrituras. E muitos outros, que talvez pertençam a um universo religioso que nĂŁo Ă© necessariamente o meu, por exemplo os Ă­cones para um crente ortodoxo, mas que devem ser valorizados”. Terceiro dia: cuidado espiritual dos moribundos A terceira parte enfoca o cuidado espiritual dos moribundos, seus familiares e queridos doadores. TambĂ©m esta seção do curso consiste em uma parte teĂłrica e depois de um trabalho sobre textualmente ligado a experiĂȘncias concretas. Uma experiĂȘncia a repetir O curso contou com a participação de 25 pessoas das diversas comunidades pertencentes Ă  Consulta que, recordamos, congrega valdenses, metodistas, batistas, adventistas, luteranas e a comunidade evangĂ©lica francĂłfona de Roma. Entre eles, visitantes, alguns simpatizantes das igrejas e tambĂ©m dois psicĂłlogos. “Temos recebido um feedback muito positivo”, comentou o pastor Winfrid Pfannkuche que, juntamente com sua esposa Nadia Delli Castellicuidou da logĂ­stica e hospitalidade da igreja valdense na via IV novembro. “Acho que Ă© uma experiĂȘncia a ser repetida, e talvez repetida ciclicamente – continuou Pfannkuche – especialmente em uma cidade como Roma. A ideia era nos encontrarmos, no pĂłs-covid, para sair do egocentrismo, dos entrincheiramentos. Reabrir aos outros, fazĂȘ-lo juntos tambĂ©m em chave ecumĂȘnica, pelo menos entre os protestantes, e recuperar a atenção para o que estĂĄ ao nosso redor, no territĂłrio, na cidade. HĂĄ muito a ser feito para refazer os laços comunitĂĄrios. As visitas tĂȘm prioridade, mas tem se tornado difĂ­cil realizĂĄ-las, Ă s vezes atĂ© atrapalhadas. Dez, vinte anos atrĂĄs, as pessoas esperavam a visita do pastor, ela era considerada fundamental. Agora algo mudou, na confiança, na confidĂȘncia, nos hĂĄbitos. Encontros como este, podemos realmente dizer, sĂŁo
 manĂĄ no deserto”. O interesse por este curso demonstra a capacidade e o desejo de ser comunidade, de querer ser e (re)construir-se como povo protestante em Roma. “Roma Ă© a cidade mais protestante da ItĂĄlia – repetiu o pastor Pfannkuche, parafraseando Paulo rico -. Roma, porĂ©m, vive uma fase de forte desintegração e abandono. Vemos tambĂ©m um forte reflexo do que acontece a nĂ­vel social nas igrejas, cujo potencial nem sempre Ă© bem aproveitado. Da transformação da mentalidade em relação Ă  evangelização, Ă  fuga da cidade; do turismo de massas ao desamor por um centro histĂłrico agora pano de fundo de tudo menos do passado. Ir Ă  igreja longe de casa tornou-se cansativo. Por isso, como equipe pastoral valdense e metodista, estamos trabalhando para criar relacionamentos, mesmo na diĂĄspora, mesmo no esforço 'elitista' de ser uma minoria. Dar vida a uma formação transversal que une as realidades de diferentes igrejas em Roma Ă© algo excepcional. Temos que caminhar nessa direção”. Este curso Ă© gratuito para as comunidades e estĂĄ disponĂ­vel para todas as igrejas da ItĂĄlia. JĂĄ foram realizadas ediçÔes, por exemplo, na Puglia, Roma, BĂ©rgamo e MilĂŁo. Ao final do treinamento Ă© emitido um certificado. O flyer do curso: brochura CPE VISITORS Roma2023def Para informaçÔes: [email protected] ...

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Otimizado por Lucas Ferraz.